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domingo, 8 de outubro de 2017

Essa sou eu!

Muitas vezes, é mais fácil criar histórias e personagens, viver em mundos considerados como da imaginação, do que de fato pensar em nós mesmos. Quem somos nós? O que queremos da vida? No que precisamos melhorar e pelo que podemos ficar gratos? Essa foi a proposta de redação feita para o 7ºA, e Gabriela Pereira mostrou que mesmo com cerca de 12 anos, o autoconhecimento pode ser uma delícia de se ler. 

ESSA SOU EU

Olá, eu sou a Gabriela Pereira, mas todo mundo só me chama de Gabi.

Sou uma menina de doze anos, sou bem magrinha, uso óculos e meus cabelos são escuros.Tenho mãos e pés consideravelmente grandes e tenho algumas espinhas.

Não sei se sou bonita ou uma menina que os meninos consideram "boa o suficiente" para eles. Mas sou apenas eu mesma e acho que isso é uma grande qualidade minha. 

Eu reparo que na minha idade, muitos tentam ser o que não são, só para ter a aprovação dos outros. Porém, no fundo, bem no fundo do coração deles, acho que sabem que estão se enganando. 

Eu sou uma pessoa muito esforçada e dizem que esperta também. Muitos da sala falam que eu sou nerd, ou sei lá, mas acho apenas que penso no esforço dos meus pais para pagarem essa escola. 

Sou uma pessoa alegre (na maioria das vezes), tento sempre fazer o que é certo e acho que sou uma pessoa muito fiel aos meus amigos e minha família. Amo dançar, cantar, escrever, ver filmes e, acho que o principal, ver as pessoas que eu gosto bem. 

Eu não gosto de arrumar a casa, mas muitas vezes sou obrigada. Também não gosto de fazer as coisas para o meu irmão quando brigamos, mas e o amo. Mesmo a prô Miriam sendo um amor, tenho que confessar que não gosto de Ciências, mesmo achando que é um pouco interessante. 

Sobre meus defeitos, sempre tento melhorá-los. Sei que sou uma pessoa insegura, sempre duvido de mim mesma. Por exemplo, nunca acho que estou preparada de verdade para as provas, quando normalmente estou. Eu também espero muito dos outros, por isso acabo sempre me magoando. Tenho que confessar que sou perfeccionista e muitas vezes preguiçosa. Acho que no geral, estou melhorando nessas questões. Estou tentando não ligar muito para a opinião dos outros e ter mais confiança em mim mesma. 

Tenho algumas pessoas importantes em minha vida. Minha mãe, meu pai, meu irmão, minha avó, meu avô e minha prima são uns dos mais importantes, pois sempre me ajudam e me dão apoio nos momentos difíceis. A Nicole, a Mirela, a Luana, a Tainá, o Gabriel e o Iann são meus melhores amigos e eu faria tudo por eles! Quando estou triste eles sempre tentam me alegrar e se preocupam comigo assim como me preocupo com eles. 

Sou muito grata pela minha vida! Realmente sou uma menina de muita sorte!

Gabriela Pereira
7ºA 

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Um livro deixado no ônibus

"Eu realmente acredito que algo mágico pode acontecer quando se lê um livro". Essa frase, escrita por J.K.Rowling, escritora cuja vida mudou depois de escrever Harry Potter, fala sobre o poder que uma boa leitura tem na vida das pessoas. Inspirados por ela, os alunos do sétimo ano foram convidados a escrever uma história tendo o livro como protagonista. Olha que resultado incrível, pudemos encontrar na redação da vencedora da semana!

Um livro deixado no ônibus

Essa é a história de uma moça de 20 anos chamada Melissa, que nunca tinha lido um livro em toda sua vida. 

Ela era bem pobre e morava em uma casa bem simples com sua mãe. Estudou a vida inteira em escola pública, mas não chegou a cursar a faculdade, pois não tinha condições. 

Melissa saía quase todo dia para procurar emprego, pois tinha que ajudar a mãe nas despesas da casa. Todos os lugares que ela ia eram longe, e como não tinha carro, pegava ônibus.

Como essa história não aconteceu há muito tempo, estava rolando a campanha de colocar livros em assentos de ônibus e metrô. Melissa saiu cedi de casa neste dia específico, pois tinha uma entrevista de emprego bem no centro da cidade.

Ela pegou o ônibus como sempre e não tinha lugar para se sentar, então ficou em pé, na frente de um banco. Melissa percebeu que o homem sentado no assento segurava um livro nas mãos. Logo depois, ele desceu do ônibus e deixou o livro no mesmo lugar onde tinha achado. Ele tinha segurado o livro só para poder se sentar. Melissa então sentou naquele lugar vazio e pegou o livro na mão. Lá na primeira página, dizia que ela poderia levá-lo para casa. Já estava chegando a hora de ela descer do ônibus, então Melissa deu apenas uma folheada no livro, o achou interessante, guardou-o em sua bolsa e resolveu levá-lo para casa.

A entrevista de emprego foi um desastre e Melissa voltou para casa muito triste. Chegou em casa, cumprimentou sua mãe e já foi para o quarto. Tirou o livro da bolsa e deixou em cima da mesa. Não estava com cabeça para ler naquele momento.

No dia seguinte, ela tinha saído para ir ao mercado, então sua mãe aproveitou para arrumar seu quarto. Achou então o livro de Melissa. A mãe dela achou estranho, porque nunca tinha visto a filha lendo. "Os livros hoje em dia são muito caros", pensou ela. Quando Melissa chegou, sua mãe perguntou de onde era aquele livro, então ela explicou e sua mãe a incentivou a ler.

Demorou alguns dias para Melissa terminar o livro e nesse tempo ela conseguiu arrumar um emprego como secretária de uma editora de livros. Ela gostou tanto da leitura, que começou a escrever suas próprias histórias.

Um dia, Melissa estava no serviço e teve que ir ao banheiro, deixando em cima da mesa o texto que estava escrevendo. Quando seu chefe passou, viu o texto dela e o leu por curiosidade. Ele percebeu que Melissa tinha grandes chances de se tornar uma excelente escritora. Deu a ela uma bolsa na faculdade de Letras e assim que ela terminou a faculdade começou a escrever um livro e hoje é considerada uma das melhores escritoras do nosso país.


Beatriz Falcão 
7°A

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Dinheiro não compra felicidade

Diante de diversas discussões, nossos alunos do sétimo ano debateram a importância do dinheiro. O que realmente importa na vida? O que o dinheiro não pode comprar? Veja o resultado da redação escolhida para este tema tão importante. 

Dinheiro não compra felicidade

Um dia, uma menina que se chamava Rihana e morava em um castelo de mais de 500 bilhões de reais (sim, ela era beeem rica!). Ela tinha 11 anos de idade, mas não era feliz, pois não recebia nem amor dos pais, nem nada.

Ela via algumas crianças super pobres brincando, correndo e pulando fora do castelo, sempre felizes, mas ela não era nada disso. Ela ia para sua "escola" particular, porque não tinha ninguém, já que era em seu próprio castelo. Rihana já estava cansada disso, queria ser normal como todas as outras crianças, mas seus pais nunca permitiam.

Uma vez, Rihana fez amizade com uma simples menina chamada Adalgiva. A amizade delas era bem bonita, mas Rihana decidiu que queria comprar a menina para tê-la sempre por perto e fazer diversas coisas, só que Adalgiva falou para Rihana:

_  Amiga, sabia que você não precisa pagar para eu fazer algo por você?

_ Sério? Pensei que tuno nessa vida tinha que pagar! Até a amizade!
_ Eu sou sua amiga porque eu quero, não porque você vai me dar dinheiro, mesmo que eu seja pobre. Eu nunca vou fazer isso!

_ Hmmm, que fofo! Agora estou entendendo que não é preciso pagar amizade, amor... - Rihana respondeu.

_ Que bom que entendeu. Vamos brincar agora?
_ Vamos!


E Rihana e Adalgiva foram brincar jutnas. Sempre lembrem, dinheiro não compra felicidade! Você só consegue ganhar felicidade com a amizade verdadeira, o amor de seus pais, etc. Não é preciso ser rico para ser feliz, aliás, muita gente rica nem é feliz, como a Rihana! Por falar nisso, no final, os pais de Rihana decidiram dar mais atenção para sua filha. Eles viram que ela precisava de mais atenção, colocaram Rihana na mesma escola de Adalgiva e passaram a dar mais amor. 

Adalgiva ficou muito feliz com isso e Rihana passou a ser muito, muito feliz!

Obs: Sempre lembrem: Dinheiro não compra felicidade com NADA!

Bianca Reis
7ºA

terça-feira, 2 de maio de 2017

Uma noite de terror

Durante o período de provas, nossos alunos se distanciaram um pouquinho das redações, para se concentrar ainda mais nas avaliações. Porém, um pouquinho antes de elas começarem, eles se debateram o medo. Quais são seus maiores medos? Quem você conhece que é corajoso? Por quê? Inspirados depois deste debate de autoconhecimento, eles se debruçaram sobre o tema. A vitoriosa da semana já havia batido na trave várias vezes antes de aparecer aqui no blog. Veja que golaço, ops, que redação! 

Uma noite de terror

Já te perguntaram do que você tem medo? As vezes nossa resposta pode parecer boba, ou até irracional. Medo do escuro, de inseto, talvez até medo de agulha! 

Há alguns meses essa pergunta também parecia tola e totalmente inocente para mim, mas sabia que lá no fundo eu tinha diversos medos. Eu tinha medo de ficar em lugares apertados, medo de ficar aprisionada, sem ar! 

Dia 1 de abril, decidi dormir na casa de minha amiga, Claudia. Estávamos no quarto dela e junto de mim, havia ainda mais três amigas minhas. Decidimos então brincar de verdade ou desafio. Pegamos um lápis qualquer e o giramos. 

_ Nathalie pergunta para Melissa - anunciou Cláudia. 
_ Verdade ou desafio, Melissa? - pergunta Nathalie
_ Verdade! - eu respondi, então.
_ É verdade que você tem muito medo de algo?
_ Sim!

Todas então perguntam:

_ Do que?
_ Prometem que não vão contar para ninguém? - questionei
_ Sim! - as meninas responderam

Então eu disse a elas que tinha medo de lugares apertados e todas elas começaram a rir. Alguns minutos depois, nos descontraímos e decidimos brincar de esconde-esconde. Vitória, uma das meninas, pediu para contar.

Faltavam poucos segundos e eu não sabia onde me esconder. Decidi então me esconder dentro do guarda-roupa. Poucos segundos depois, ouço passos em direção ao guarda-roupa e imagino que seja Vitória, me procurando, mas era Nathalie. Ela me tranca no guarda-roupa e então eu grito por socorro e bato bastante na porta, mas a única coisa que consigo ouvir são suas risadas, enquanto eu me pego chorando.

Horas se passaram e as únicas coisas que me lembro é de gritar, chorar, sentir fome e desmaiar. No dia seguinte, a mãe de Cláudia abre o armário e me vê naquela situação. Ela me pede desculpas e briga bastante com sua filha. 

No dia seguinte eu vou para a escola e todas as meninas me olham como se nada tivesse acontecido. Hoje sou obrigada a fazer tratamento psicológico e fingir que me sinto normal, que não tenho problemas e que nunca tive a confiança roubada por uma brincadeira estúpida e totalmente inútil. 

Vitória Castro 
7ºA

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Querido Deus,

quero te agradecer por todas as oportunidades que você me deu. Minha vida, minha família... me sinto privilegiado!

Sei que você é muito bom, mas só tenho uma pergunta: por que tem tanta gente ruim no nosso país e até no mundo?

Eu acho triste quando vejo pessoas necessitadas, que não tem casa nem família. Também acho triste quando vejo uma criança pobre, joga na rua, pedindo dinheiro nos faróis. Seria tão bom se todos tivessem as mesmas condições financeiras, que fossem amadas, que pudessem sentar em uma mesa com a família para tomar café, para conversar... se fossem todos felizes!

Deus, gostaria de agradecer por ter criado a natureza, os rios, os animais, tudo tão bonito! Pena que algumas pessoas não conseguem enxergar tudo isso, pois são tão egoístas e só pensam em si. Deus, ajude para que as pessoas consigam conviver em paz, para que o dinheiro não seja mais importante, para que não haja guerras, para que as pessoas respeitem suas diferenças e assim possam ser felizes. 

Para mim e para minha família, peço muita saúde, felicidade e que possamos estar sempre juntos! 


Gostaria de agradecer pelos meus amigos e por todas as pessoas que eu conheço. Obrigado por tudo!

Arthur Reis
7ºA

Com esta linda carta, nosso aluno Arthur do 7ºA foi o vencedor da semana. Os estudantes da turma foram convidados a escrever uma carta aberta e puderam escolher entre super heróis, políticos e deuses. Arthur escolheu bem, e não poderia ter endereçado de maneira melhor. É ou não é dessas cartas em que a gente sente o coração do escritor na mão? 

quinta-feira, 23 de março de 2017

Um Amor em Guerra

Nas últimas semanas, os alunos do 7ºA mergulharam completamente no universo das novelas de cavalaria. Dom Quixote, Lancelote e muitos outros serviram de inspiração para esta proposta de redação, que sugeria aos nossos alunos criarem uma narrativa neste ambiente. Foram tantas boas redações, que tivemos que decidir por sorteio! Confira a vitoriosa (e sortuda!) da semana. 

Um Amor em Guerra

Em um dia, o rei Nathan iria sagrar alguns cavaleiros que se destacavam de muitas maneiras. Os escolhidos foram: Gaspar, Christopher, Jenner, entre outros.
Gaspar tinha o sonho de ser cavaleiro do rei e um dia o sonho se realizou! Quando chegou no castelo, viu a filha do rei, Dalila, uma jovem de pele branca, cabelos castanhos, olhos azuis... uma bela garota! Gaspar se apaixonou perdidamente.

Não demorou muito para o rei Nathan convocar os cavaleiros para uma batalha e Gaspar viu novamente Dalila e então não pode prestar atenção em mais nada que o rei dizia, apenas prestava atenção na bela Dalila.

Em sua batalha, Gaspar guerreou com Mackaiver, um clã norueguês cujos cavaleiros eram muito habilidosos e ágeis. Gaspar suspeitava que o clã poderia desistir, mas pensou em todas as formas que poderiam vencer seus adversários. Chegou a uma conclusão: eles só venceriam de Mackaiver se matassem os piores e depois os melhores, o contrário do que geralmente faziam. Gaspar pensava novamente, para saber se aqui seria a resposta chave de como vencê-los ou não, mas quando foi ver, não havia mais tempo para pensar... então tiveram que lutar com a velha tática.

Quando a guerra acabou, pouco tempo depois de ter começado, Gaspar ficou muito feliz, pois pela primeira vez o clã Mackaiver saiu da batalha, como perdedor. Ele também ficou feliz, porque poderia falar novamente com Dalila.

Semanas depois, o reino inteiro da Normandia ficou sabendo do novo casamento, entre o cavaleiro Gaspar, que ficou super conhecido devido às suas conquistas, com a bela princesa Dalila.


Caroline Sabadini
7ºA

domingo, 12 de março de 2017

Aconteceu no Carnaval

Inspirados pela proximidade do Carnaval, os alunos do sétimo ano foram convidados a realizar uma redação com essa temática. Mas a construção do texto não era tão fácil assim: eles teriam que escrever em 1ªpessoa, como se fossem o sexo oposto. Diante de tal tarefa, a redação abaixo surpreendeu, pois se enquadra em todos os critérios e ainda vai mais longe, pois o protagonista da narrativa é um animal. Confira!

ACONTECEU NO CARNAVAL

Meu nome é Pepeu e eu moro na rua. Meus donos me abandonaram faz um tempo e estou precisando de um lar. O carnaval está chegando e eu quero passar em um lugar quentinho.

Eu tenho uma amiga chamada Manu e nós nunca nos separamos, onde eu vou ela vai junto, e onde ela vai eu vou. Nós fomos lá onde fica a escola de samba para buscar comida e água, um monte de gente estava chegando e ficavam olhando para mim e para a Manu, mas ninguém nos dava comida. 

Passou um tempo e uma menina deu comida para mim e para a Manu. Nós ficamos pulando na menina para agradecer, comemos a comida rapidinho, porque a gente estava morrendo de fome, e também bebemos muita água. 

A Manu foi atravessar a rua quando veio um carro e atropelou a patinha dela. Eu saí correndo para tirar ela da rua, fiquei pedindo ajuda, mas ninguém ajudada... então veio uma mulher e ficou olhando a Manu, a pegou no colo e falou:

_ Vou cuidar de você.

Aí ela falou pra mim:

_ Eu vou adotar vocês dois! - e me pegou no colo também. 

Ela levou a Manu e eu ao médico e ele cuidou primeiro da Manu, porque ela estava muito machucada, e depois de ter enfaixado a patinha dela e de ter dado injeções nela, foi logo dando algumas em mim também. Mas não doeu muito. 

A mulher levou a gente para a casa dela e cuidou muito bem de nós: deu ração, água, cobertor e tudo mais que você possa imaginar. Eu agradeci muito a essa mulher por ter salvado a mim e minha amiga Manu...esse foi o presente de Carnaval para nós. 

Giulia Gaeta
7°A

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

A maldição

Durante o início deste primeiro bimestre, os alunos do sétimo ano foram apresentados às diferentes características e particularidades do mito. Inspirados especialmente pela mitologia grega, eles foram convidados a escrever uma narrativa envolvendo o tema, criando deuses, semideuses e heróis. Segue nosso primeiro colocado. 


A MALDIÇÃO

Certo dia, a deusa Afrodite teve uma filha muito linda, chamada Ester. Afrodite cuidou de Ester como nenhuma mãe havia cuidado de uma filha, ela fazia de tudo e mais um pouco para fazer sua filha feliz.

Quando Ester cresceu, tinha ficado tão linda quanto a mãe, ou até mais! Afrodite ficou com medo de que algum deus se apaixonasse por ela e a levasse embora, já que eram muito próximas.

Dito e feito, o filho de Poseidon, Persie, se encantou pela jovem moça e queria levá-la para o fundo do mar junto com ele. A mãe fez de tudo, conversou com Zeus, Hades, Poseidon e todos os outros deuses, até tentou seduzi-los com sua beleza, mas não deu certo, pois Ester também acabou se apaixonando por Persie e foram juntos para o fundo do mar.

Afrodite tentou convencê-la a não ir, mas eles estão completamente decididos. Então Afrodite resolveu ir junto com eles. Na hora, estavam todos felizes e contentes, já que Ester também amava muito a mãe.

Viveram no fundo do mar por muito tempo, para ser mais exato cerca de 500 anos. Estavam muito felizes, até que Zeus foi falar com Afrodite e mostrou que, desde que ela foi para o mar, as mulheres na Terra estavam ficando muito feias, uma pior que a outra! Por isso, os homens não estavam mais tendo atração para casarem com elas e com isso as pessoas estavam diminuindo, cada vez havia menos pessoas na Terra!

Zeus falou para Afrodite voltar porque se não o mundo iria ficar vazio. Porém, se ela voltasse, iria ficar longe da filha, pois Persie não aguentava mais do que dois dias fora do mar. Então, Afrodite tomou a decisão mais difícil de todas:ela roubou a filha recém nascida do casal e jurou matá-la se Ester não fosse com ela. Então Ester teve que ir com Afrodite, pois não suportaria perder sua filha. 

Ester viveu com Afrodite pelo resto de sua vida, com alguma felicidade, mas não tanto. Toda noite, Ester saía escondida para ver sua filha, que por sua vez, de tanto viver entre o mar e o Olimpo, virou uma sereia. Quando tocava em qualquer tipo de água, a menina ficava com rabo de peixe e corpo humano. Essa então foi a maldição de Riecísia, filha de Ester e Persie. 

Rafael Condez
7ºA

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Um verdadeiro corajoso

Inspirados pelo tema "superação e persistência", discutido em sala de aula, os alunos do sétimo ano tiveram como proposta, escrever uma redação sobre o assunto. Com o nível excelente da turma neste início de 2017, tivemos um TOP 3. A redação abaixo foi a 1ª colocada. 

Um verdadeiro corajoso

Em 1943, um ano triste para alguns e feliz para outros, um soldado chamado Hiurick lutava na 2ª Guerra Mundial e estava passando por momento muito difíceis. Mas antes, vamos ver como tudo começou. 


Em 1939 a 2ª Guerra Mundial começou e muitos judeus, pessoas com medo, fugiram para outros lugares. Hiurick vivia com a sua família na União Soviética, atual Rússia. Ele vivia com seus dois filhos e sua esposa no campo. Porém, a União Soviética não estava envolvida na guerra, porque tinha feito um acordo com a Alemanha, que acabou sendo quebrado. Então, os homens do país foram convocados pelo exército e quem se escondesse ou fugisse poderia morrer, pois não ajudou a nação. 


Hiurick, como a maioria dos homens, foi para a guerra e teve que ficar longe de todas as pessoas que gostava, passando por coisas horríveis. Mas enquanto Hiurick estava na guerra, sua esposa Miwacky e seus filhos, Benjamin e Megg, sofriam muito. Vários ataques ao país deixava todos horrorizados e sem trabalho viviam na pobreza, porém nunca perdiam a fé que Hiurick voltaria.

Já Hiurick estava vendo várias pessoas morrerem, já que aquela guerra havia sido muito sangrenta, mas ele não via a hora de conseguir descansar e mandar uma carta para a família. 

Um dia em uma batalha, Hiurick e os outros soldados conseguiram dominar a Polônia, deixando-a livre novamente. Lá, Hiurick se sentiu muito mal pois viu os campos de concentração e imaginou se aquilo acontecesse com sua família. Mas ao mesmo tempo, Hiurick se sentiu muito bem, pois conseguiu salvar muitas pessoas e o país voltou a ter paz. 

Mais de um ano se passou e a Alemanha já estava quase derrotada. Com a ajuda dos ingleses, americanos e até mesmo dos brasileiros, conseguiram derrotar os soldados inimigos e conseguiram libertar vários países. Agora o que faltava era a Alemanha, onde muitos países já estavam indo para enfim colocar um final nesta guerra.

Hiurick já estava se sentindo muito bem, pois conseguiu trocar cartas com a família e mesmo nunca tendo treinado no exército antes, conseguiu ajudar bastante.

Em 1945, a guerra acabou. Felizmente, Hiurick conseguiu voltar para casa. Todos estavam muito felizes e curiosos para saber o que havia se passado. Hiurick falou que teve muita persistência e determinação, pois a vontade de desistir era grande, mas para ele e sua família, o que importava era que ele estava bem e estavam todos unidos!

A partir disso, a família passou a ficar sempre muito unida e agradecendo pelo que tinha! Sabiam que nem sempre estariam felizes, mas tinham que aproveitar tudo o que tinham passado e superado e sempre agradecer! 

Gabriela Pereira
7ªA

Batalha da Vida

Inspirados pelo tema "superação e persistência", discutido em sala de aula, os alunos do sétimo ano tiveram como proposta, escrever uma redação sobre o assunto. Com o nível excelente da turma neste início de 2017, tivemos um TOP 3. A redação abaixo foi a 2ª colocada. 


Batalha da Vida

Quando somos novos, quando estamos na fase da adolescência, nunca percebemos que qualquer coisa pode nos deixar à beira da morte. 

Julia Barreto era uma garota de treze anos de idade. Era normal como as outras, mas tinha uma coisa que a fazia ser diferente: ela tinha o coração puro. Julia Barreto amava futebol e não ligava quando diziam que futebol era coisa de menino. Era uma menina inteligente e tinha os famosos, mas bons amigos. Era uma menina comum, que não estava esperando nada, mas ela mal sabia que sua guerra estava para começar. 

Julia estava no escritório de seus pais, estudando, enquanto sua mãe trabalhava. Até que um pouco de sangue começou a escorrer de seu nariz. Ao chegar em casa, sua mãe pediu que ela virasse a cabeça. Então, de repente sua mãe fez algumas perguntas:

_ Julia, está sentindo dor de cabeça?
_ De vez em quando - ela respondeu

A mãe de Júlia retirou-se do escritório e foi em busca do telefone fixo. Logo em seguida, pediu para Julia avisar à sua professora que não iria à aula no dia seguinte. Passaram-se dezoito horas desde aquela conversa e já estava de manhã. Julia estava no carro, vendo as gotas de água escorrerem pela janela do carro. Chegando lá, Julia ficou lendo o nome dos especialistas e perguntou:

_ Mãe, o que é oncologista?
_ É um médico, com quem vamos conversar.
_ Tá, mas o que ele faz?

A mãe não olhou para o seu rosto e não respondeu mais nenhuma de suas perguntas. 

Julia fez seus exames e descobriu que tinha leucemia. Seu médico, o doutor cabeludo (era como ela passou a chamá-lo) explicou a ela como funcionava a leucemia. Ela o fez jurar que, se ela não tivesse cura, ele teria que raspar o cabelo. 

O tempo passou e ela estava diferente. Havia cortado seu cabelo, se sentia enjoada todo dia e, às vezes, seus amigos vinham visitá-la. Porém, tudo isso não a impedia de sair, jogar futebol com seus amigos, etc. 

Mais tempo se passou e seu cabelo caiu por inteiro. Ela não podia mais sair do hospital. Não dizem que a esperança é a última que morre? E em um coração tão grande quanto o dela, a esperança realmente foi a última a morrer. Porém, sua última gota de esperança secou quando o doutor cabeludo apareceu sem cabelo. Ela então se lembrou do juramento e disse:

_ O doutor cabeludo está sem cabelo. 

Os amigos de Julia souberam da notícia e fizeram uma linda homenagem. Ela assistiu seu último jogo de futebol: o time de leucemia contra o time da escola. Ela assistiu e então faleceu. 

E sabe o que todos pensam quando alguém diz seu nome? Persistência. Você sabe por quê? Porque durante todo esse tempo ela nunca desistiu, nunca desanimou, mesmo sabendo que estava à beira da morte ela nunca deixou de sorrir. 

Às vezes desistimos tão facilmente, não é? Desistimos porque não conseguimos comprar o que queríamos. Desistimos porque não ganhamos um jogo ou porque alguém foi melhor em tal esporte. Sabe o que eu acho? Que deveríamos parar pra pesar e refletir sobre o que realmente é PERSISTÊNCIA. 

Vitória Castro
7ºA

Uma cicatriz para vida toda

Inspirados pelo tema "superação e persistência", discutido em sala de aula, os alunos do sétimo ano tiveram como proposta, escrever uma redação sobre o assunto. Com o nível excelente da turma neste início de 2017, tivemos um TOP 3. A redação abaixo foi a 3ª colocada. 

Uma cicatriz para vida toda
Eu estava muito feliz porque o meu namorado, August, me pediu em noivado!

Nós nos conhecemos na delegacia onde meu pai trabalha. O August tinha começado a trabalhar lá e virado parceiro de trabalho do meu pai. Eles viraram amigos com o tempo e um dia o August me chamou para sair. Nós começamos a namorar e depois de dois anos ele me pediu em noivado.

Eu sou uma jornalista e ia em vários locais de crime e às vezes o August e meu pai estavam lá.

Cinco dias após o pedido estava acontecendo um crime com reféns e eu fui lá. Chegando no local, August e meu pai já estavam fazendo contato com o criminoso. Ele estava do lado de fora de uma loja de conveniência com uma arma em mãos, pronta para atirar quando ele achasse necessário. Me aproximei um pouco e fiquei perto do August. De repente, em uma fração de segundo, o homem perdeu o controle. Carregou a arma, mirou em mim e apertou o gatilho. August jogou-se na minha frente e levou o tiro no meu lugar.

Comecei a chorar e desabei completamente. Ligaram para a emergência, o homem foi preso e a ambulância chegou. Entrei nela e no caminho para o hospital e August disse:

_ Eu te amo muito! Você é a pessoa mais especial para mim!
_ Eu também amo você! - respondi, choramingando.

Logo que chegamos no hospital August teve uma parada cardíaca. Entrei em pânico e falei a ele para ficar comigo. Aguardei na sala de espera enquanto August estava em cirurgia. Meu pai chegou alguns minutos depois e ficou comigo. Não dá para explicar o quanto eu estava preocupada e desesperada.

O médico de August veio até nós e disse que o August não havia resistido. Ao ouvir essas palavras comecei a chorar novamente e abracei muito meu pai. Não consegui parar de chorar o caminho inteiro até em casa. Quando cheguei, fui até meu quarto e deitei. Papai veio logo em seguida falar comigo. A única coisa que eu conseguia dizer era "está doendo tanto!".

Meses depois ainda doía pensar nele, mas não tanto quanto antes. Agora eu tinha em mente que ele foi meu herói, meu amor e conseguia pensar nas lembranças boas e não achar tão assustador o nosso último dia. Digo que superei, finalmente, mas vai ter sempre uma cicatriz comigo.


Nicole Kalefi
7ºA