segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

O Susto

         Eu estava morrendo de medo. Naquele escuro do quarto não conseguia enxergar nada. Uma gota de suor escorreu pela minha testa e meu cachorro Milú veio debaixo das minhas pernas. Foi quando ouvi o barulho... de uma pessoa andando em direção ao meu quarto. Na hora só pensei em pegar meu cachorro e me esconder junto com ele embaixo do cobertor. O barulho estava quase chegando no meu quarto, quando ouvi o grito de uma pessoa e me assustei tanto que comecei a chorar bem baixinho.
         Aos poucos, comecei a me acalmar e não ouvia mais nada. Parei para pensar e cheguei a conclusão que estava imaginando coisas. 
         Quando estava saindo do cobertor:
         _ Ahhhhh! - gritei. 
         Havia um papel em cima da minha cama escrito assim: "Não precisa ter medo, não vou fazer mal a você!". E de novo me escondi embaixo do cobertor.
         Comecei a orar, abraçada com o meu cachorro e achei melhor tomar coragem e procurar. 
         Eu sempre deixava uma lanterna na minha cabeceira caso a luz acabasse. Peguei a lanterna, deixei meu cachorro onde ele estava e fui!
         O primeiro lugar onde procurei foi no guarda-roupa. Nada! Depois, fui olhar atrás da cômoda e nada novamente. O último lugar foi embaixo da minha cama, onde eu vi uma menina, que parecia um pouco menor que eu. Perguntei o nome dela e ela me respondeu:
         _ Sol. Meu nome é Sol! 
         Ela saiu de debaixo da cama sem eu nem falar nada. Perguntei a ela:
         _ O que você está fazendo aqui?
         _ Entrei pela janela porque está chovendo. Eu ouvi você falando com seu cachorro, então achei melhor escrever aquilo no papel. 
         _ Ah, mas você não pode ficar entrando assim na casa dos outros.
         _ Eu sei, estou indo embora. Desculpe pelo susto!
         _ Se você quiser, pode até voltar, mas não assim e à noite.
         _ Ok. Até mais!
         Voltei a dormir. Demorei um pouco, mas no final ficou tudo bem. 


Gabriela Pereira - 6ºB

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Inspiração


A triste menina estava na janela
e ficou pensando na solidão,
quando dentro do coração dela
sentiu uma forte emoção!

A menina olhou para o céu
e o viu todo prateado.
Decidiu então passar para o papel
tudo que havia presenciado. 

Poema criado em conjunto pelos alunos do 7ºB

Um objeto mais apaixonado que sua dona


Um celular apaixonado? Será? Não é possível! Eu gosto de sofrer. Sempre guardei segredros que ninguém sabe ou imagina saber sobre ela. No caso, minha dona. Já a vi sofrer e chorar por quem não mereceia. Amores, amizades... toquei suas músicas preferidas e apropriadas para cada momento específico. Guardei suas fotos separadas em álbuns.

Fui o motivo de risos e lágrimas em madrugadas passadas em claro ou em sonos interrompidos. Sempre guardo suas conversas e nunca a dedurei, mesmo fazendo o certo e o errado. Tão jovem, tão feliz, tão calma, tão agradável. Sou um louco completamente apaixonado.

As vezes minha dona simplesmente não quer me ouvir e então me cala, me silencia. Ou me põe pra vibrar. Sou um louco viciado em tomadas, infelizmente. Não vivo sem.

Esses dias ouvi um papo de que serei trocado no fim do ano e, honestamente, meu coração partiu-se. Fico pensando se não é melhor eu tentar partir antes. Assim que eu for, ela terá outro companheiro, confidente e amigo fiel.

Nunca esquecerei de um humano que tratou tão bem, mesmo me derrubando quase sempre. É, Júlia... acabei de tirar minhas conclusões. Você é difícil de se conviver.

Júlia Pacheco - 8ºB

quarta-feira, 17 de junho de 2015


Encontro Marcado

        Era como se o mundo a minha volta parasse, e eu sentia um aperto no coração. Eu pensava: O que está acontecendo?

         Dia 1° do mês seis estava voltando para casa quando de repente tudo parou. Comecei a sentir uma dor no peito e tudo ao meu redor começou a girar, e ia cada vez mais rápido até eu sentir um desmaio e na minha mente eu gritava:

         - Socorro! O que está acontecendo? Aaaaaaah!

         Até eu acordar no sofá da minha antiga casa e minha mãe grávida aparecer e sentar ao meu lado e me fazer perguntar:

         - Mamãe, você está grávida?

         E ela não me responder foi o pior, até eu vê-la olhar para a barriga e dizer meu nome, com um tom de quem fala com bebê. Logo em seguida me toquei e disse:

         - Morto eu não estou, mas se minha mãe não me vê, só pode ser isso. Eu voltei no tempo em que minha mãe estava grávida de mim e ninguém me vê, pois sou sou uma projeção minha “espiritual”!

         Depois de alguns dias com a minha mãe grávida, ela sente dores, contrações repetidas e liga para o meu padrinho perguntando se ele não podia levá-la para o hospital. Ele respondeu que sim e foi pegar a minha mãe voando.

         Depois, chegando ao hospital, minha mãe gritou e a enfermeira levou-a para a sala de parto. Eu nasci e fui ficando mais velho.

         Eu não quis voltar para o meu tempo real, porque enquanto eu estava nesse tempo, o meu verdadeiro não continuava, ficava parado.

         Eu só me via nos sonhos, então eu dava conselhos para mim no passado. Até chegar no dia, na idade, na hora em que eu voltei. Então houve um clarão, eu e o Luiz Miguel nos juntamos e viramos a mesma pessoa.

         Percebi, no dia seguinte, que houve mudanças na minha vida. A pessoa que eu gostava estava comigo, eu tinha ótimas notas, melhores do que as do Viana e eu era muito mais feliz.


Luiz Miguel Sanchez – 8° B

quarta-feira, 27 de maio de 2015

A VIAGEM

     O sol acabara de nascer e William já estava se preparando para ir trabalhar, quando sua mulher o chamou para lembrá-lo que teria que acompanhá-la até o médico, pois iria checar se estava tudo bem com o bebê. O casal iria ter um menino em poucos meses, então sua mulher ia regularmente ao médico.
   Depois desse lembrete, William saiu rápido de casa, pois, precisava chegar ao trabalho cedo. Trabalhava como ‘’jornalista’’, comentava sobre países, lugares bons para se morar. Chegando ao trabalho, foi logo falar com o seu chefe. Seu chefe falou que ele teria que ir para o Canadá, para discutir a distribuição de revistas em outros países e que também teria a oportunidade de ‘’morar’’ lá durante três meses.
    William não gostava muito da ideia, pois seu filho iria nascer em poucos meses e queria estar lá, presenciando o seu nascimento . Seu chefe entendeu a situação, mas explicou que essa viagem iria acrescentar muita experiência para sua carreira, e deu um tempo para ele pensar. Voltando para casa só conseguia pensar em como iria contar para sua mulher.
    Quando chegou em casa deu o comunicado para a sua mulher e, por incrível que pareça, ela o apoiou, falando para não se preocupar, que ele conseguiria voltar para o nascimento. William super feliz ligou imediatamente para seu chefe.
     No dia seguinte, chegando ao trabalho foi chamado a sala de seu chefe para discutir sobre a viagem. Nessa conversa William ficou sabendo que teria que tirar alguns documentos para entrar em outro país.
    Com todos os documentos em mãos, finalmente poderia fazer a tão esperada viagem. Saiu de São Paulo às 17:00 horas do dia 12 de fevereiro de 1998.
     William ficou com muito medo, pois era a primeira vez que viajava de avião. Chegou no Canadá no dia 13 de fevereiro. Logo foi para o hotel que ficava a aproximadamente três quadras do local da ‘’reunião’’. Era um hotel muito chique, haviam duas piscinas, uma coberta e aquecida para o inverno, e outra descoberta para o verão, uma coisa que ele achou engraçado era que teria uma cama de casal só para ele nos próximos 3 meses, além de uma TV de 42 polegadas presa à parede, um frigobar do lado esquerdo de sua cama e do seu lado direito uma pequena estante. Estava hospedado no 14° andar.
    Em suas reuniões ocorreu tudo muito bem, eles aceitaram distribuir as edições das revistas no Canadá, porém, seria complicado, porque William teria que mandar a revista antes para que eles pudessem traduzir. Depois de todas as reuniões ele podia voltar para casa. Quando estava no aeroporto recebeu uma mensagem de sua mulher falando que seu filho iria nascer e que ela já estava indo para o hospital. William falou para sua mulher não se preocupar que já estava indo para casa.
    Foi muito complicado, seu filho havia nascido e ele estava ali sem poder fazer nada. De repente o avião começou a balançar muito e como William tinha pavor de avião, já começou a pensar que ia morrer, mas por sorte nada aconteceu.
    Passaram-se longas 12 horas, até que William chegou em São Paulo, foi direto para o hospital aonde sua mulher estava. Chegando lá viu seus filhos. Isso mesmo dois filhos, gêmeos, um menino e uma menina, seus nomes eram Júlio e Fernanda em homenagem aos avôs de William. Conseguiu passar o fim de semana com os seus filhos, mas na segunda teve que ir trabalhar, foi falar com o seu chefe e foi recebido muito bem por ele. Seu chefe o elogiou falando que ele conseguiu dobrar os lucros da empresa, seu chefe ainda falou que já estava planejando outras ‘’conferências’’, mas William disse que agora queria aproveitar a vida com a sua mulher e seus filhos.


Matheus Akira – 9ºB